| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Furnarioidea |
| Gray, 1840 | |
| Família: | Scleruridae |
| Swainson, 1827 | |
| Espécie: | G. cunicularia |
A Curriqueira é uma ave Passeriforme da família Scleruridae.
Seu nome científico significa: do (grego) gëo = chão, solo, terra; e do gênero Sitta (Linnaeus, 1758), trepador; e do (latim) cunicularius, cuniculus = cavador, mineiro. ⇒ (Ave) cavadora do solo.
A aparência no geral lembra um Furnarius, mas tem a coloração mais pálida. Mede de 14 a 17 cm.
Possui nove subespécies:
Constrói seu ninho no interior de galerias que ele mesmo cava no solo, forrando a câmara incubadora com palha e folhagem. Os ovos, em geral em número de 3, são brancos. A especie sofre de grande ameaça nas dunas das praias catarinenses devido ao impacto de veículos. Nesta área, fatores culturais, geomorfológicos e políticos vêm provocando um impacto sem precedentes no ambiente. A faixa de praia está sendo severamente modificada por um tráfego intenso de veículos, num processo de degradação que já compromete o habitat de espécies importantes à sobrevivência do ecossistema. Existem poucos estudos para determinar parâmetros físicos normalmente relacionados à compactação de areias, como a resistência à penetração e condutividade hidráulica. Através de observações é possível evidenciar alterações físicas em várias zonas da praia com repercussão sobre a vegetação pioneira, formação de dunas e sobrevivência da espécie.
Vive só ou em casais. De hábitos terrestres, move continuamente a cauda para cima e para baixo enquanto forrageia a procura de pequenos artrópodes na vegetação rasteira. Voa a baixa altura.
Ocorre no extremo sul do Brasil, apenas nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e seu limite norte de distribuição é a região litorânea de Florianópolis. Em território catarinense habita apenas a região litorânea nas dunas e campos herbáceos, enquanto no Rio Grande do Sul ocorre nos pampas, campos e banhados litorâneos.